Como a inteligência emocional pode ajudar o mundo dos negócios

      Por Grupo Kronberg - (0) Comentários Em 11-09-2017
      Inteligência Emocional

    Inteligência Emocional no mundo dos negócios

    Nos dias de hoje, atuamos profissionalmente em um ambiente cada vez mais complexo e competitivo: o chamado Mundo VICA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo). Esta desafiadora realidade imprime enormes pressões e cria ao mesmo tempo inúmeras oportunidades para indivíduos e empresas que precisam produzir mais com menos recursos, que precisam engajar seus colaboradores para aumentar a produtividade e suas vantagens competitivas. O sucesso neste contexto exige flexibilidade, sensibilidade cultural, confiança, adaptabilidade a mudanças, execução ágil e colaboração.

    Aqueles que criam e sustentam resultados de negócios substantivos neste clima engajam corações e mentes, integram sentimentos com pensamentos para navegar bem sucedidamente tanto no meio profissional como pessoal.

    O pensamento racional é altamente eficaz para notar detalhes e para sequenciar e resolver problemas de fatores conhecidos, mas é pobre para lidar com fatores desconhecidos. Por esta razão, a Inteligência Emocional tem sido aclamada como imprescindível, estratégica e crítica para garantir alta performance e ao mesmo tempo saúde mental e física neste ambiente VICA.

    O que é inteligência emocional?

    Diferentemente de vários outros modismos que vieram e desapareceram, a inteligência emocional, é uma inteligência que envolve a habilidade para monitorar tanto as próprias emoções e sentimentos, como as emoções e sentimentos de outras pessoas, e para usar esta informação para orientar os pensamentos e ações, adquire cada vez maior importância na medida que o contexto de negócios se torna cada vez mais complexo e disruptivo.

    A IE ajuda as pessoas a se conectarem e comunicarem com eficácia, a refletir sobre as consequências de seus atos, tomar decisões, gerenciar conflitos e estresse. É a competência habilitadora para líderes criarem um ambiente de trabalho conducente à automotivação, ao pertencimento, confiança, engajamento, influência e a responder com respeito, cuidado e sensibilidade mesmo quando desafiados.

    As pessoas com alta Inteligência Emocional apresentam as seguintes características: são autoconscientes, autênticos, empáticos, resilientes, expansivos e centrados. Ao invés de desconectados, insensíveis, defensivos, reativos, limitados, temperamentais e indiferentes. Na prática, o primeiro grupo consegue alinhar a sua autopercepção sobre seus pontos fortes e fracos à heteropercepção, possibilitando assim o aprendizado contínuo e a avaliar situações com precisão, determinar o curso de ação e respostas apropriadas aos resultados imediatos e práticos que espera assim como convergentes com seus valores e propósito de vida.

    A relação da Inteligência Emocional no mundo corporativo

    Pesquisas validadas cientificamente nestas duas últimas décadas têm demonstrado o impacto nos negócios do desenvolvimento e recrutamento da Inteligência Emocional (IE) na liderança, no desempenho individual, no engajamento das pessoas, no clima organizacional, no teamwork e na venda e fidelização de clientes. Estas pesquisas demonstram ainda que a IE, mais do que conhecimento técnico, ou métodos tradicionais de medir inteligência, determinam a eficácia individual e resultados de negócios superlativos. Esta competência fundamental diferencia os indivíduos de alta performance e impulsionam líderes e organizações a níveis mais altos e sustentados de sucesso.

    De fato, a IE é o sustentáculo do trabalho em equipe, do gerenciamento de estresse e das decisões inteligentes, alinhadas com nossos valores e propósito.

    Em 1990 Dr. Peter Salovay e John D. Mayer usaram o termo ”inteligência emocional”, pela primeira vez, para descrever um outro tipo de inteligência que muitos líderes empresariais entendem como a caixa de ferramentas indispensável para atingir sucesso continuado no ambiente de trabalho.

    Inteligência Emocional e Liderança

    Gestores com notáveis traços de liderança tendem a possuir inteligência emocional desenvolvida. É importante destacar que liderança não está relacionada a estar em um cargo de autoridade.

    A liderança é algo que se conquista dos funcionários, e normalmente é reservada para indivíduos com altos padrões de integridade e excelentes habilidades de comunicação.

    Um indivíduo em sintonia com suas emoções é muito mais propenso a entender e ter empatia pelas emoções que impactam as atitudes e comportamentos dos demais.

    Gestores que dedicam tempo a entender e realmente escutar seus funcionários, e que focam nas necessidades das pessoas e se tornam acessíveis a elas, estão utilizando a inteligência emocional como uma tática de gestão, mesmo que não percebam no primeiro momento. É essencial para gestores que querem ser vistos como líderes que façam suas atitudes falarem mais alto do que ordens e palavras. 

    A frase “As pessoas não se demitem das empresas. As pessoas se demitem de seus chefes” segue sendo atual como nunca, e somente por meio deste processo de empatia conquistada pelos subordinados é que se consegue maiores taxas de retenção por parte de colaboradores qualificados.

    O futuro da inteligência emocional no mundo dos negócios

    É mais do que certo que a inteligência emocional continuará a ser cada vez mais importante para as empresas.

    A automação modificará os empregos disponíveis de forma dramática nos próximos anos, substituindo aqueles trabalhadores que desempenham tarefas rotineiras e metódicas. Ao mesmo tempo, conferirá àqueles profissionais com habilidades emocionais desenvolvidas a base para maior capacidade de resolução de problemas, foco, iniciativa, criatividade,  adaptabilidade, colaboração, confiança, empatia e liderança; maiores oportunidades.

    Portanto, a inteligência emocional no mundo dos negócios é uma dimensão indispensável para o sucesso dos indivíduos e organizações, para a gestão de talentos e habilidades neste momento de transição dramática na sociedade humana.

    A excelente notícia é que podemos desenvolver e fortalecer as competências emocionais, ou a internalidade de controle, para lidar com o mundo VICA, que só se tornará mais desafiador, independentemente do estágio que o indivíduo se encontre no seu desenvolvimento emocional. Quanto mais fortalecemos este locus interno de controle, melhor entendemos e atendemos às expectativas das pessoas à nossa volta e podemos construir relacionamentos que inspirem confiança, harmonia, produtividade e compromisso. 






Assine nossa newsletter e não perca nossas novidades!