Considerações sobre a Copa 2014

      Por Grupo Kronberg - (0) Comentários Em 15-07-2014
      Destaques

    Frustrado com nossas humilhantes derrotas e participação medíocre nesta Copa, e ainda tentando entender o que ocorreu com nossos jogadores, lembrei-me de uma citação de Joe Frazier, admirado boxeador americano:

    "Você pode mapear um plano de luta ou plano de vida. Mas quando a ação se inicia, você depende de seus reflexos. É aí que nosso trabalho de preparação e treinamento aparece. Se você se trapaceou, se autoenganou quanto a esta preparação na escuridão da alvorada, agora você esta se revelando na forte luz dos holofotes."

     A forte luz dos holofotes desnudou nossas deficiências no futebol, esporte que servia de autoafirmação de um povo, de prazer e alegria.

     Preparação e treinamento não somente dos fundamentos do esporte em questão, mas também de nossa competência emocional (principalmente: a motivação intrínseca, missão nobre de vida, pensamento consequencial, habilidade de navegar  emoções e autoconsciência); de cidadania e respeito; dos fundamentos básicos de liderança (para o técnico e capitão) e teamwork!

     Para que isto ocorra, a CBF terá que transformar este maravilhoso esporte em um negócio honesto, transparente e baseado na meritocracia!

     A falta de uma forte e bem definida identidade nacional nos leva recorrentemente a esta entrega passional aos esportes de forma geral. Na Fórmula 1 com Aírton Senna, no vôlei com Bernardinho, e no futebol a cada quatro anos. Trata-se de uma tentativa muito frágil e pouco perene de encontrarmos autodeterminação e autoafirmação como um povo.

     Precisamos de líderes com visão de futuro, integridade e competência para iluminar o caminho dos brasileiros. Penso que a fonte de nossa identidade nacional seja a fibra de nosso povo – trabalhador, honesto e resiliente – que século após século constrói este país com seu suor e se submete às históricas precárias condições de saúde pública, educação, transporte e segurança. É um povo do bem, honesto, que paga suas contas em dia e anseia por uma nação respeitosa onde possa criar seus filhos e netos com dignidade.

     A CBF precisa ser reinventada e o Brasil repensado!

     

    Carlos Aldan, CEO do Grupo Kronberg.






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